Os suspeitos de envolvimento nas mortes de uma gestante e do filho dela, de quatro anos, em São João Batista, já foram identificados. A declaração foi dada pelo delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, na manhã deste domingo (12), em entrevista ao apresentador Marcial Lima, da Mirante News FM.
“Nós já temos a identificação dos envolvidos. Nós já temos pessoas trabalhando na procura deles na região. Nós temos pessoas fazendo todo o trabalho de inteligência para que a gente possa dar uma resposta rápida e firme a toda a sociedade”, declarou.
Samira Costa Correia, que estava grávida, e o filho, Yan Kaleb Costa Santos, de quatro anos, foram encontrados mortos e com os corpos carbonizados dentro de uma residência no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural de São João Batista. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (10).
O CRIME TEM POSSÍVEL RELAÇÃO COM FACÇÃO
Uma das linhas investigadas é a possível relação do crime com disputas entre facções criminosas que atuam na região. A Polícia Civil instaurou inquérito para identificar os autores, esclarecer a motivação e apurar todas as circunstâncias do caso.
Segundo Augusto Barros, diferentes versões estão sendo analisadas pelos investigadores. Entre as hipóteses, está uma possível ligação da vítima com integrantes de grupos criminosos.
VIGANÇA DE FACÇÃO PODE ESTAR POR TRÁS DE CRIME CONTRA A GESTANTE E FILHO
“A pessoa teria algum tipo de relação com um indivíduo de facção que, eventualmente, poderia ter mudado de facção. Outra versão que foi apresentada é que ela teria algum tipo de participação numa facção e teria traído a facção. E, por isso, tido objeto dessa vingança, dessa ‘decretação’, como eles falam”, explicou.
O delegado-geral ressaltou na entrevista, no entanto, que nenhuma linha de investigação foi confirmada até o momento. “A gente precisa manter várias possibilidades sobre a mesa para não se prender a uma única hipótese e fechar os olhos para provas que possam surgir de outros lados”, afirmou.
Desde as primeiras horas após a ocorrência, equipes especializadas das Polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e dos setores de inteligência foram deslocadas para a região, onde realizam diligências de forma integrada e ininterrupta, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).


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